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OPINIÃO

A carne do futuro não é sobre comida — é sobre quem vai controlar as células

Por Katarina Reis Teixeira  O que estamos colocando no nosso prato? Nos últimos anos, principalmente através das redes sociais, começamos a ...

A carne do futuro não é sobre comida — é sobre quem vai controlar as células

Por Katarina Reis Teixeira 

O que estamos colocando no nosso prato?

Nos últimos anos, principalmente através das redes sociais, começamos a ver uma série de vídeos que despertaram uma desconfiança bastante específica em relação àquilo que encontramos nos supermercados. Primeiro apareceram imagens de carnes com texturas consideradas estranhas ou diferentes daquilo que as pessoas estavam habituadas a reconhecer como carne. Depois, começaram a circular vídeos de frutas que pareciam artificiais: melancias, abacates e outros alimentos com texturas que, para quem os observava, não pareciam corresponder ao que se espera de uma fruta convencional. A discussão ganhou força justamente num momento em que a ciência avançava na produção de alimentos a partir de células animais, o que tornou ainda mais fácil para algumas pessoas relacionarem fenômenos diferentes como se fizessem parte de uma mesma transformação.

É importante dizer desde já que não encontrei evidências que permitam afirmar que aquelas frutas eram artificialmente produzidas ou que existisse uma operação para testar uma nova forma de alimento na população. Verificações publicadas sobre os vídeos apontaram para explicações relacionadas a alterações fisiológicas, conservação, maturação e, em alguns casos, congelamento e descongelamento. Não há evidências de uma indústria de "frutas de laboratório" abastecendo os supermercados. Transformar aquelas imagens em prova de uma operação secreta seria, portanto, ir além do que os dados permitem.

Mas essa desconfiança, mesmo mal direcionada, aponta para uma pergunta legítima — e é essa pergunta que quero desenvolver aqui: à medida que a ciência avança na capacidade de cultivar células e transformá-las em alimento, quem vai controlar essa tecnologia? Porque a carne cultivada não é apenas uma alternativa à carne que já conhecemos. É uma mudança na forma como a proteína é produzida, distribuída e, possivelmente, no que diz respeito a quem vai lucrar com ela.

O que é, de fato, a carne cultivada

A produção de alimentos a partir de células animais deixou de ser uma hipótese futurista. A chamada carne cultivada utiliza células animais que são multiplicadas em ambientes controlados para produzir tecidos como músculo e gordura, que posteriormente podem ser utilizados na elaboração de alimentos. Uma revisão científica recente descreve a tecnologia como um processo de cultivo de células animais em larga escala para a obtenção de músculo, gordura e outros tecidos que podem ser processados como produtos alimentares. (PubMed)

O processo pode começar com uma pequena quantidade de células obtida de um animal. Essas células podem ser selecionadas, armazenadas em bancos celulares e multiplicadas em condições controladas, recebendo os nutrientes e outros componentes necessários para o crescimento e a diferenciação celular. Nos Estados Unidos, a FDA explica que supervisiona etapas relacionadas à coleta das células, aos bancos celulares e ao crescimento e diferenciação celular. A partir da etapa de coleta, a supervisão passa para o USDA-FSIS nos produtos que estão sob sua jurisdição, incluindo determinadas etapas de processamento e rotulagem. (U.S. Food and Drug Administration)

 Ilia Yechimovich / Aliança de Imagens 

Essa é uma mudança muito maior do que simplesmente encontrar uma alternativa à carne. Durante milhares de anos, quando uma pessoa comia carne, havia uma relação direta entre o alimento e um animal que tinha nascido, crescido, sido alimentado e desenvolvido aquele tecido. A composição daquele alimento era consequência de todo esse processo biológico. Na carne cultivada, tenta-se retirar parte dessa cadeia e reproduzir diretamente determinadas características do tecido que queremos consumir. Não estamos, portanto, apenas produzindo "a mesma carne sem abater o animal"; estamos desenvolvendo uma forma diferente de produzir um alimento.

Quem vai controlar isto?

É aqui que chego à pergunta que, para mim, é o centro de tudo: se no futuro for possível produzir grandes quantidades de proteína a partir de uma quantidade relativamente pequena de material celular, o poder econômico pode se deslocar de forma muito significativa.

Hoje, a produção de carne depende de uma enorme cadeia que envolve produtores rurais, criação de animais, alimentação, transporte, frigoríficos, trabalhadores, terras e toda uma estrutura de distribuição. Uma indústria baseada em células pode funcionar de outra maneira, com maior dependência de instalações industriais, equipamentos especializados, tecnologia, propriedade intelectual e processos de produção. Pesquisas recentes sobre a expansão da carne cultivada identificam justamente o desenvolvimento de linhagens celulares, meios de cultivo, estruturas tridimensionais e biorreatores como desafios centrais para alcançar uma produção economicamente viável em grande escala. (PubMed)

Essa possibilidade não é apenas uma especulação distante. Em 2021, a brasileira BRF estabeleceu uma parceria tecnológica com a empresa israelense Aleph Farms para desenvolver carne cultivada e, posteriormente naquele ano, realizou um investimento de US$ 2,5 milhões na empresa. Isso não demonstra que exista um plano para substituir a pecuária brasileira, nem permite afirmar que a carne convencional será eliminada. Demonstra, porém, que uma grande empresa tradicional de proteína já considerava essa tecnologia suficientemente relevante para investir financeiramente nela — e é exatamente esse tipo de movimento que vale a pena acompanhar.

Nutrição: proteína não é a única pergunta

Não basta perguntar se a carne cultivada contém proteína. A composição de um alimento envolve proteínas, gorduras, vitaminas, minerais, aminoácidos e outros componentes, além da forma como esses nutrientes se encontram disponíveis para o organismo. Pesquisas recentes continuam a estudar a composição nutricional, a qualidade, as características sensoriais e a segurança desses produtos. Uma revisão publicada em 2025 destaca que a qualidade nutricional, a segurança, a industrialização e a aceitação do consumidor continuam entre os principais desafios da tecnologia. (PubMed)

Isso não significa que a carne cultivada seja necessariamente menos nutritiva ou inadequada. Significa apenas que não podemos presumir que duas carnes sejam nutricionalmente idênticas apenas porque ambas apresentam proteína. A comparação precisa considerar vitaminas, minerais, aminoácidos, gorduras, biodisponibilidade e outros componentes do produto final — e uma revisão recente sobre a composição nutricional de carnes cultivadas destaca que essa equivalência ainda precisa ser analisada de maneira específica para cada produto. (PubMed)

Segurança: uma consulta concluída não é uma aprovação irrestrita

Nos Estados Unidos, a tecnologia já entrou efetivamente no ambiente regulatório. A FDA mantém um inventário oficial de alimentos produzidos a partir de células animais cultivadas que concluíram consultas pré-comercialização. A atualização publicada em fevereiro de 2026 registra cinco consultas concluídas envolvendo produtos derivados de células de frango, salmão e gordura suína. (Cfsan Apps External)

Mas existe uma diferença importante entre aquilo que muitas pessoas entendem como "aprovação" e o que efetivamente significa uma consulta concluída. Nesse processo, a FDA avalia informações apresentadas pelas empresas sobre o produto e seu processo de fabricação e comunica se possui ou não questões adicionais relacionadas à segurança. Para carnes e aves sob jurisdição do USDA, existem ainda etapas posteriores de fiscalização e rotulagem. A conclusão de uma consulta da FDA não deve, portanto, ser interpretada como uma autorização irrestrita para qualquer produto semelhante ser comercializado em qualquer lugar. (U.S. Food and Drug Administration)

Vale também separar duas perguntas que costumam ser misturadas: segurança regulatória e décadas de experiência de consumo. Uma avaliação regulatória procura determinar se determinado produto e seu processo de produção atendem aos critérios de segurança estabelecidos. Já décadas de consumo em larga escala respondem a outras perguntas, especialmente sobre padrões populacionais de consumo e efeitos de longo prazo. A literatura científica atual ainda identifica lacunas de conhecimento sobre os efeitos do consumo humano, e uma revisão recente observa que, até o momento analisado pelos autores, não havia ensaios clínicos avaliando diretamente os efeitos da carne cultivada sobre a saúde humana. (PubMed) Isso não deve ser transformado numa afirmação de que a carne cultivada seja perigosa — a ausência de décadas de dados não equivale à existência de evidências de dano. Significa apenas que estamos diante de uma tecnologia relativamente nova.

A questão animal e a questão ambiental

Uma das principais justificativas apresentadas para a carne cultivada é a possibilidade de reduzir a necessidade de criação e abate de animais. Em princípio, seria possível obter células de um animal e utilizá-las para produzir uma quantidade muito maior de alimento sem precisar criar e matar milhões de animais — uma ideia que pode ser considerada positiva do ponto de vista do bem-estar animal. Mas ela também muda completamente a relação entre o animal e a indústria alimentar: o animal deixa de ser necessariamente o produto que será abatido e passa a poder ser a fonte inicial de células que serão multiplicadas industrialmente.

A questão ambiental precisa do mesmo cuidado. A carne cultivada costuma ser apresentada como uma alternativa potencialmente capaz de reduzir o uso de terra, água e determinados impactos ambientais associados à produção convencional. Revisões científicas apontam benefícios potenciais importantes, especialmente em relação ao uso da terra, mas também ressaltam que os resultados dependem da tecnologia empregada, da eficiência do processo e das condições de produção. (PubMed) Uma análise ambiental publicada recentemente mostrou que os resultados podem mudar de maneira significativa dependendo dos processos utilizados para produzir o meio de cultivo e da energia empregada na fabricação. Em outras palavras: a promessa ambiental existe, mas ainda depende de como a tecnologia será industrializada. (PubMed)

O consumidor sabe realmente o que está comendo?

A aceitação do consumidor também está longe de estar resolvida. Pesquisas sobre o tema mostram que familiaridade, confiança, conhecimento, percepção de naturalidade e a forma como o produto é apresentado podem influenciar a disposição das pessoas para experimentar ou consumir carne cultivada. (PubMed) A FDA já discutiu publicamente como alimentos produzidos a partir de células cultivadas deveriam ser identificados, inclusive solicitando informações sobre a rotulagem de alimentos derivados de células cultivadas de animais marinhos. (U.S. Food and Drug Administration)

Foto via robotdigg

É aqui que a discussão deixa de ser apenas científica e passa a ser também ética. Legalmente, pode ser suficiente que um produto esteja corretamente identificado. Mas informar é realmente o mesmo que permitir uma escolha consciente? Uma pessoa pode encontrar uma expressão técnica no rótulo e não compreender imediatamente que aquele alimento foi produzido a partir de células animais cultivadas. A informação pode estar presente, mas será que houve compreensão?

Essa pergunta é particularmente importante porque a tecnologia pode chegar ao consumidor por caminhos muito diferentes daqueles imaginados hoje — não necessariamente porque todas as pessoas serão convencidas de que a carne cultivada é melhor, mas porque fatores econômicos podem influenciar a escolha. Se a tecnologia conseguir atingir escala, reduzir custos e oferecer um produto competitivo, parte da população poderá escolhê-lo simplesmente porque é mais barato ou mais acessível.

Não é uma disputa ideológica

Também não considero correto tratar essa discussão como uma disputa simples entre posições políticas. A carne cultivada pode ser defendida por pessoas preocupadas com o bem-estar animal, por pesquisadores interessados em novas formas de produção de proteína, por ambientalistas e por empresas interessadas em inovação. Ao mesmo tempo, pode ser criticada por produtores rurais preocupados com concentração econômica, por consumidores que valorizam alimentos tradicionais e por pessoas que questionam o poder de grandes empresas sobre a cadeia alimentar. Existem argumentos econômicos, ambientais, tecnológicos e morais em diferentes lados do debate — e não creio que seja saudável escolher um lado antes de olhar para todos eles.

A possibilidade de uma carne mais barata é particularmente importante nessa equação. Se a tecnologia conseguir atingir uma produção em grande escala, reduzir custos e oferecer um produto considerado seguro e semelhante à carne convencional, não será necessário convencer ideologicamente toda a população para que ela se torne relevante. O preço pode fazer isso sozinho.

Uma parte da população pode escolher carne cultivada simplesmente porque é a opção mais barata. Outra pode continuar a preferir carne convencional por razões culturais, nutricionais ou pessoais. E pode existir ainda um terceiro mercado disposto a pagar mais por carnes tradicionais, artesanais ou produzidas segundo métodos específicos. É possível imaginar um futuro em que as duas coexistam durante muito tempo, e também é possível imaginar um cenário em que a carne cultivada conquiste uma parcela significativa do mercado. O que ainda não sabemos é qual delas terá maior capacidade de competir em preço e escala. A própria literatura recente reconhece que a implementação em grande escala continua limitada por desafios tecnológicos, econômicos, éticos e sociais. (PubMed)

Da Terra ao espaço — e além da alimentação

A relação com a exploração espacial torna esse assunto ainda mais interessante. Em setembro de 2019, a Aleph Farms realizou um experimento na Estação Espacial Internacional no qual tecido de carne cultivada foi produzido utilizando tecnologia de bioimpressão 3D. A empresa também realizou posteriormente outro experimento relacionado ao crescimento de células bovinas em condições de microgravidade. (Aleph Farms) 

Foto via Business Insider

Isso não significa que a população terrestre esteja sendo utilizada secretamente como teste para uma futura alimentação em Marte — não encontrei evidências que sustentem essa conclusão. A ligação tecnológica, porém, existe: produzir alimentos a partir de células pode ser interessante tanto para enfrentar determinados desafios de produção na Terra como para pensar em sistemas alimentares em ambientes onde a agricultura convencional seria extremamente difícil.

Essa aproximação com a engenharia de tecidos levanta ainda outro questionamento, que talvez não receba a atenção que merece: será que essa mesma tecnologia de cultivo celular também poderá, no futuro, ser aplicada ao desenvolvimento de robôs humanoides? Pesquisadores da Universidade de Tóquio, liderados pelo professor Shoji Takeuchi — referência na área de biohíbridos, que une biologia e engenharia mecânica —, já demonstraram ser possível cultivar pele viva em laboratório e fixá-la sobre estruturas robóticas complexas, como o rosto e os dedos de um robô, reproduzindo inclusive rugas e expressões humanas. O mesmo laboratório também já trabalhou com músculo biológico cultivado para fazer pequenos robôs se locomoverem e, curiosamente, com carne cultivada impressa em 3D — ou seja, é literalmente a mesma linha de pesquisa aparecendo nos dois campos. (University of Tokyo)


Foto via REUTERS/Kim Kyung-Hoon

Isso não quer dizer que estejamos perto de ver robôs completamente revestidos de tecido humano cultivado circulando por aí, nem que exista qualquer plano nesse sentido — não encontrei nada que sustente isso. Mas fica o questionamento, como especulação minha e não como previsão baseada em produtos existentes: se a mesma técnica usada para cultivar células e transformá-las em tecido pode dar origem tanto a um bife quanto a uma pele artificial capaz de se autorregenerar, talvez sirva também, no futuro, para revestir próteses e membros robóticos com uma camada mais próxima da pele humana. Hoje ainda estamos muito longe de conseguir recriar do zero um membro perdido com aparência e função de carne humana, mas talvez o caminho não seja recriar o membro inteiro — e sim revestir uma estrutura robótica com um tecido que se pareça e se comporte mais como pele de verdade. É o tipo de conexão que a ciência básica por trás da carne cultivada deixa em aberto, mesmo sem nenhum produto concreto que confirme essa direção hoje.

E talvez seja justamente essa capacidade de cultivar células que torne o assunto maior do que a alimentação. A mesma área científica que investiga a produção de músculo e gordura a partir de células também se relaciona com campos como engenharia de tecidos e medicina regenerativa. Isso não significa que a carne cultivada seja uma etapa secreta para produzir seres humanos ou robôs humanoides — seria um salto que os dados atuais não permitem fazer. Significa apenas que a capacidade de cultivar e organizar células está avançando simultaneamente em diferentes áreas da ciência, e é por isso que não acho que essa discussão deva ficar limitada ao argumento de "carne com ou sem animal". Estamos diante de uma mudança mais ampla na forma como produzimos matéria biológica.

A pergunta final

Não acredito que devamos olhar para qualquer inovação científica automaticamente como uma ameaça. A possibilidade de produzir alimentos utilizando menos terra, reduzir determinados impactos ambientais ou diminuir o número de animais abatidos pode trazer benefícios reais. Ao mesmo tempo, também não acredito que uma avaliação regulatória de segurança deva significar ausência de questionamento. Uma tecnologia pode atender aos critérios de segurança estabelecidos e, ainda assim, provocar transformações econômicas, sociais e culturais que precisam ser discutidas — e muitas das promessas ambientais e econômicas ainda dependem de algo que não foi completamente demonstrado: a capacidade de produzir carne cultivada em grande escala, a custos competitivos e com processos realmente eficientes. (PubMed)

No fim, talvez a questão mais importante seja a liberdade de escolha. Se a carne cultivada se tornar mais barata, mais fácil de produzir e mais rentável para a indústria, teremos no futuro a possibilidade de escolher entre carne convencional e carne cultivada? Ou, gradualmente, a opção mais tradicional poderá se tornar cara demais para uma grande parte da população? E, se isso acontecer, quem terá decidido essa mudança: o consumidor, o mercado, os produtores ou as grandes empresas que controlarem a tecnologia?

Ainda não temos essas respostas. E é justamente por isso que considero importante falar sobre o assunto agora, enquanto a tecnologia ainda está sendo desenvolvida e antes que determinadas escolhas econômicas e industriais se tornem difíceis de reverter. Porque a questão não é simplesmente saber se vamos comer carne produzida a partir de células. É saber como essa transformação será feita, quem irá controlá-la, como será comunicada ao consumidor e se, quando — ou em que escala — ela chegar definitivamente à nossa mesa, ainda teremos liberdade para escolher aquilo que queremos comer.


Referências: 


1. Xie Y, Cai L, Ding S, et al. An overview of recent progress in cultured meat: focusing on technology, quality properties, safety, industrialization and public acceptance. J Nutr. 2025. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39800312/

2. Cultured Meat: A Multidimensional Review of Technological, Nutritional, Ethical, and Regulatory Advances (2020–2025). J Food Sci. 2026. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC12902808/

3. Innovations, Challenges, and Regulatory Pathways in Cultured Meat for a Sustainable Future. Foods. 2025;14(18):3183. https://www.mdpi.com/2304-8158/14/18/3183

4. Technological Advances and the Challenges for Large-Scale Cultured Meat Production. Annual Reviews. 2026. https://www.annualreviews.org/content/journals/10.1146/annurev-food-053124-085815

5. U.S. FDA — Human Food Made with Cultured Animal Cells. https://www.fda.gov/food/food-ingredients-packaging/human-food-made-cultured-animal-cells

6. U.S. FDA — Inventory of Completed Pre-market Consultations for Human Food Made with Cultured Animal Cells (atualização com registros de frango, porco e salmão). https://www.fda.gov/food/human-food-made-cultured-animal-cells/inventory-completed-pre-market-consultations-human-food-made-cultured-animal-cells

7. Aleph Farms — experimento de bioimpressão 3D na Estação Espacial Internacional (2019). https://aleph-farms.com

8. University of Tokyo / Biohybrid Systems Laboratory (prof. Shoji Takeuchi) — pesquisa sobre pele viva cultivada aplicada a robôs humanoides. https://www.u-tokyo.ac.jp/focus/en/press/z0508_00360.html