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CULTURA

A Sombra Tendenciosa

  Por Katarina Reis Teixeira Luz e Sombra Existe algo curioso nos grandes acontecimentos: eles conseguem fazer com que pessoas completamente...

A Sombra Tendenciosa

 Por Katarina Reis Teixeira

Luz e Sombra

Existe algo curioso nos grandes acontecimentos: eles conseguem fazer com que pessoas completamente diferentes compartilhem, por alguns instantes, uma mesma experiência. Um eclipse é um desses momentos. Enquanto o céu muda, pessoas se reúnem, esperam, observam, registram e, de alguma maneira, passam a fazer parte de uma mesma história. Mas talvez o mais interessante não esteja apenas no que acontece no céu, e sim no que acontece entre as pessoas.

Hoje, 12 de agosto de 2026, um eclipse solar total atravessou partes do Hemisfério Norte, passando pela Groenlândia, Islândia e norte da Espanha, com a faixa de totalidade alcançando também uma pequena parte de Portugal. O fenômeno não foi visível do Brasil, mas as imagens que chegaram de outros lugares permitiram observar não apenas a dimensão astronômica do acontecimento, como também a movimentação das pessoas que se deslocaram para acompanhá-lo. Na Espanha, por exemplo, autoridades chegaram a preparar centenas de pontos oficiais de observação diante da expectativa de milhões de pessoas nas áreas de visibilidade. Durante o eclipse, espectadores aplaudiram, comemoraram e reagiram juntos à passagem da sombra. 

E foi justamente ao observar essas pessoas que comecei a pensar na moda.

Não porque um eclipse determine aquilo que devemos vestir ou porque um fenômeno astronômico seja responsável por mudanças em nossa personalidade ou em nossas escolhas. Não há evidência científica para afirmar isso. Mas existe algo muito mais interessante nessa experiência: a maneira como um acontecimento extraordinário pode fazer com que pessoas diferentes se reúnam, compartilhem uma expectativa e encontrem formas de expressar, visualmente, que fazem parte daquele momento.

Algumas pessoas podem escolher uma camiseta relacionada ao acontecimento, outras optam por determinada cor ou acessório, enquanto há quem simplesmente escolha uma roupa que considere especial para aquela ocasião. Também existem grupos que se organizam e utilizam peças semelhantes, criando uma espécie de identidade visual compartilhada. Ao mesmo tempo, outras pessoas fazem exatamente o contrário e procuram se destacar, utilizando a própria roupa para afirmar sua individualidade dentro daquele grupo. É curioso perceber como, em uma mesma experiência, a aparência consegue cumprir funções aparentemente opostas: expressar quem somos e, ao mesmo tempo, mostrar que pertencemos a alguma coisa.

Essa relação entre indivíduo e coletivo me interessa porque ela está presente na própria essência da moda.

E não é apenas uma impressão de que acontecimentos extraordinários podem aproximar as pessoas. Um estudo publicado em 2022 na revista Psychological Science analisou 2.891.611 usuários do Twitter durante o eclipse solar total de 2017. Os pesquisadores observaram que as pessoas que estavam na região de totalidade utilizaram mais linguagem relacionada à admiração e, em comparação com pessoas fora da área do eclipse, apresentaram menos linguagem autocentrada e mais expressões associadas à coletividade, à afiliação, à humildade e ao comportamento pró-social. O resultado não significa que um eclipse transforme a personalidade de alguém, mas sugere que uma experiência capaz de provocar admiração pode estar associada, naquele contexto, a uma maior orientação para o coletivo. 

Talvez seja justamente essa experiência coletiva que nos ajude a compreender algo sobre a maneira como as tendências surgem.

Antes de existir uma tendência, existe uma escolha

Costumamos imaginar que uma tendência precisa ter um ponto de partida muito claro. Pensamos em uma grande marca, em um estilista, em uma celebridade, em uma passarela ou em algum fenômeno das redes sociais. Mas será que é sempre assim?

Às vezes, uma tendência parece nascer de uma maneira muito menos organizada. Uma pessoa começa a vestir determinada cor e, em outro lugar, outra pessoa, que nunca a viu, escolhe a mesma cor. Alguém experimenta uma silhueta diferente e outra pessoa chega, sem qualquer contato com ela, a uma solução parecida. Pessoas que não se conhecem, que nunca conversaram sobre aquilo e que talvez sequer compartilhem as mesmas referências começam, em momentos diferentes, a fazer escolhas semelhantes.

É justamente essa possibilidade que considero uma das coisas mais interessantes da moda. Nem sempre existe uma comunicação direta entre as pessoas para que determinados comportamentos apareçam. Às vezes, simplesmente acontece. É possível sair na rua e encontrar alguém usando uma combinação extremamente parecida com a nossa, mesmo sem que nenhuma das duas pessoas tenha se inspirado conscientemente na outra. Não houve uma mensagem, uma conversa ou necessariamente uma referência compartilhada. Duas pessoas simplesmente chegaram a uma escolha semelhante.

Quando isso começa a acontecer de maneira recorrente, talvez deixe de ser apenas uma coincidência e passe a representar uma convergência de comportamentos.

Essa possibilidade, inclusive, já aparece em pesquisas que tentam compreender a moda como um fenômeno coletivo. Em um estudo publicado em 2023 na Scientific Reports, pesquisadores desenvolveram um modelo computacional no qual tendências de cores poderiam emergir das interações entre indivíduos que fazem escolhas, observam escolhas de outras pessoas e modificam seus próprios comportamentos ao longo do tempo. O estudo não prova que todas as tendências reais funcionem dessa maneira, mas apresenta a moda como um possível comportamento coletivo emergente e mostra como padrões podem surgir a partir da interação entre indivíduos, sem depender necessariamente de um único agente que determine o que todos passarão a usar. 

É nesse momento que começamos a chamar aquilo de tendência.

Talvez uma tendência não comece exatamente quando recebe um nome. Talvez ela comece muito antes, de maneira silenciosa, quando pessoas diferentes passam a desejar expressar alguma coisa semelhante.

A conexão que não precisa ser anunciada

Existe uma espécie de conexão entre as pessoas que não depende necessariamente de uma comunicação direta. Vivemos cercados por imagens, comportamentos, músicas, filmes, redes sociais, acontecimentos, transformações culturais e mudanças sociais. Mesmo quando não estamos conscientemente observando tudo isso, estamos inseridos nesse ambiente e somos atravessados por ele.

Isso pode ajudar a explicar por que pessoas diferentes conseguem chegar a respostas semelhantes. Não significa necessariamente que alguém copiou alguém. Influência e imitação não são exatamente a mesma coisa. Uma pessoa pode influenciar diretamente outra, mas também é possível que duas pessoas, sem qualquer contato, respondam de maneira parecida aos estímulos de um mesmo período.

Talvez exista, em determinado momento, um conjunto de possibilidades estéticas que se torna mais disponível ou mais atraente. Algumas pessoas encontram essas possibilidades primeiro e começam a experimentá-las; outras chegam a soluções semelhantes por caminhos diferentes. Algumas dessas escolhas são transformadas em roupas, outras em imagens, outras em conteúdos, e muitas simplesmente permanecem no cotidiano até que alguém perceba que aquilo está se repetindo.

É nesse processo que uma escolha individual pode começar a adquirir uma dimensão coletiva.

E talvez seja justamente essa uma das características mais interessantes das tendências: elas não precisam nascer de uma decisão coletiva consciente para se tornarem coletivas.

Quem cria uma tendência?

Essa é uma das perguntas mais difíceis da moda. Quem cria uma tendência: o estilista, a marca, a rua, o consumidor, as redes sociais ou as celebridades?

Talvez a resposta esteja justamente na impossibilidade de apontar para um único lugar.

Uma tendência pode surgir de diferentes pontos ao mesmo tempo. O comportamento das pessoas pode inspirar um criador, enquanto uma criação apresentada por uma marca pode estimular novos comportamentos. As redes sociais aceleram a circulação dessas referências, a mídia ajuda a nomeá-las e os consumidores as reinterpretam dentro de suas próprias realidades.

A influência, portanto, não parece funcionar como uma linha reta. Ela circula.

A rua influencia a criação; a criação chega à passarela; a passarela alcança a mídia; a mídia influencia o consumidor; o consumidor adapta aquilo ao cotidiano; e o que surge desse processo volta a ser observado pelos criadores.

É um movimento contínuo, no qual quem observa também pode se tornar aquilo que é observado.

A passarela não cria tudo, mas amplifica

Isso não diminui a importância das passarelas. Pelo contrário. Elas estão entre os maiores pontos de concentração de influência da indústria da moda justamente porque conseguem transformar sinais dispersos em uma narrativa visual capaz de alcançar diferentes partes da sociedade.

Uma escolha estética que aparece nas ruas pode ser percebida por um designer e reinterpretada dentro de uma coleção. Uma referência cultural pode ganhar outra forma, uma cor pode receber uma nova narrativa e uma silhueta pode ser reconstruída. Quando essas escolhas chegam a uma grande passarela, elas passam a ter visibilidade, contexto e alcance muito maiores.

Por isso, talvez seja simplista afirmar que a passarela cria todas as tendências, assim como seria equivocado dizer que ela apenas reproduz aquilo que já existe. Ela ocupa um espaço intermediário: observa, interpreta, transforma e amplifica.

Uma tendência pode estar surgindo de maneira dispersa na sociedade, mas a passarela possui a capacidade de torná-la visível para um público muito maior. A partir dali, aquela estética pode circular por revistas, redes sociais, campanhas, celebridades, influenciadores, lojas e, finalmente, pelos armários das pessoas.

A passarela não necessariamente cria o desejo. Muitas vezes, ela ajuda a dar forma a um desejo que já estava circulando.

A moda vende aquilo que ainda não chegou

Existe ainda uma característica muito particular da moda: ela trabalha com o futuro.

As coleções de Primavera/Verão e Outono/Inverno são apresentadas antes que as respectivas estações cheguem. A moda antecipa o tempo e começa a construir uma imagem daquilo que ainda está por vir.

Antes da primavera, já estamos vendo o que será a primavera. Antes do inverno, já estamos sendo apresentados ao inverno. A indústria não espera a mudança acontecer para começar a falar sobre ela; ela prepara nossa percepção para essa mudança.

Isso influencia diretamente o desejo.

Quando observamos uma coleção, não estamos apenas olhando para roupas. Estamos sendo apresentados a uma possibilidade de nós mesmos no futuro: como queremos nos vestir, como queremos ser vistos, quais referências queremos incorporar e quais queremos abandonar.

A moda participa dessas escolhas antes mesmo de elas chegarem ao nosso cotidiano.

E existe ainda uma particularidade interessante quando pensamos na indústria global: enquanto um hemisfério vive determinada estação, o outro vive outra realidade climática. Ainda assim, as grandes capitais da moda trabalham dentro de um calendário internacional que transforma diferentes tempos em um sistema comum de coleções, apresentações e consumo.

A moda não apenas acompanha as estações. Ela também cria seus próprios ciclos de desejo.

A contradição de querer ser único

Talvez exista aqui uma das maiores contradições da moda.

Usamos roupas para expressar nossa individualidade, mas fazemos isso utilizando códigos que são compartilhados por muitas outras pessoas. Queremos ser diferentes, mas precisamos de uma linguagem comum para que essa diferença possa ser reconhecida.

Uma determinada cor pode representar uma época, uma silhueta pode identificar uma geração, um sapato pode remeter a uma estética e uma camiseta pode representar um grupo. A roupa, portanto, não apenas cobre o corpo: ela participa da comunicação social.

É justamente por isso que a moda consegue transformar uma escolha individual em uma expressão coletiva. Quando muitas pessoas começam a utilizar códigos semelhantes, esses códigos passam a ser reconhecidos como pertencentes a determinado momento, grupo ou comportamento.

E talvez seja nesse ponto que individualidade e homogeneidade deixem de ser opostos tão simples.

Podemos escolher a mesma tendência que outras pessoas e, ainda assim, interpretá-la de maneira completamente diferente. A tendência pode ser coletiva, mas a maneira como cada indivíduo a incorpora continua sendo particular.

Do acontecimento à estética

Talvez seja possível observar esse processo em diferentes acontecimentos coletivos.

Durante um eclipse, as pessoas se reúnem, escolhem como aparecer, registram o momento e criam símbolos em torno da experiência. Em um show, um festival, um evento esportivo, uma manifestação, uma celebração religiosa ou uma Fashion Week, algo semelhante pode acontecer: as pessoas compartilham um contexto e passam a utilizar determinados códigos para expressar pertencimento, identidade ou simplesmente a importância daquele momento.

A roupa participa dessa construção porque ela é visível.

Ela acompanha a experiência e, muitas vezes, ajuda a transformá-la em memória. O que vestimos para determinado acontecimento passa a fazer parte da imagem que guardamos dele. E, quando muitas pessoas fazem escolhas semelhantes, aquela estética também pode se tornar uma representação visual daquele acontecimento.

É uma dinâmica que vai muito além da roupa. Ela pode aparecer na maquiagem, nos cabelos, nos acessórios, na música, na linguagem, na decoração, na fotografia e no comportamento. A moda apenas torna essa transformação especialmente visível.

O ciclo

É nesse ponto que volto ao eclipse.

Um eclipse é uma passagem. A luz muda, a paisagem muda e, por alguns instantes, aquilo que normalmente está completamente visível deixa de estar. Depois, a luz retorna. Essa dinâmica também pode ser percebida na moda, que constantemente trabalha com ciclos de aparecimento, transformação e retorno.

Uma tendência surge, ganha espaço, começa a ser reproduzida e passa a fazer parte do imaginário coletivo. Conforme é incorporada por mais pessoas e se torna cada vez mais presente no mercado, nas ruas e nas imagens que consumimos, ela pode chegar a um ponto de saturação. O que antes parecia novo deixa de despertar o mesmo interesse e abre espaço para outras referências. Isso não significa, necessariamente, que aquela estética desapareça completamente. Muitas vezes, ela apenas deixa de ocupar o centro da atenção durante determinado período.

É justamente por isso que tendências que pareciam esquecidas podem reaparecer anos depois. Quando retornam, porém, dificilmente são reproduzidas exatamente como eram. Uma estética de outra época pode ser reinterpretada por uma nova geração, incorporando outros comportamentos, tecnologias, referências culturais e necessidades. Uma silhueta pode permanecer, mas ganhar outra proporção; uma cor pode voltar associada a outro significado; uma referência pode ser retirada de seu contexto original e utilizada de uma maneira completamente diferente.

Por isso, talvez a moda não seja linear. Ela se aproxima mais de um movimento cíclico, no qual determinadas ideias retornam, mas encontram um contexto diferente a cada vez. É como uma órbita: existe um retorno, mas nunca para exatamente o mesmo ponto.

Nada desaparece completamente

Talvez a moda não seja feita apenas de novidades. Muitas das coisas que chamamos de novas podem ser ideias que já existiram e que foram reinterpretadas a partir das necessidades e dos desejos de outro período. O que muda não é necessariamente a existência daquela referência, mas a maneira como passamos a enxergá-la.

Uma tendência pode deixar de ocupar nossa atenção por alguns anos e, posteriormente, encontrar novamente espaço no imaginário coletivo. Quando isso acontece, ela já não pertence somente ao período em que surgiu. Ela passa a carregar também aquilo que aconteceu durante sua ausência. É por isso que uma tendência que retorna pode parecer familiar e, ao mesmo tempo, completamente diferente.

Talvez seja essa uma das características mais interessantes da moda: ela consegue transformar o passado em possibilidade de futuro. Uma coleção termina enquanto outra começa, uma estética perde espaço enquanto outra ganha força e, ao mesmo tempo, referências que pareciam encerradas continuam disponíveis para serem reinterpretadas.

A relação com as estações torna esse movimento ainda mais evidente. As coleções de Primavera/Verão e Outono/Inverno organizam a indústria a partir de uma ideia de renovação constante, antecipando visualmente aquilo que ainda está por vir. Antes que uma estação chegue, já existe uma narrativa sendo construída sobre como devemos imaginá-la, consumi-la e, consequentemente, como podemos nos vestir dentro dela.

Nesse sentido, a moda não apenas acompanha a passagem do tempo. Ela também participa da maneira como percebemos essa passagem.

E talvez seja justamente aí que o eclipse e a moda se encontrem novamente. Ambos nos lembram que aquilo que está diante dos nossos olhos nem sempre permanece da mesma maneira. Algumas coisas mudam de posição, outras deixam temporariamente de ser percebidas e outras retornam quando encontram um novo momento para serem vistas.

No fim, talvez uma tendência não comece quando alguém decide o que devemos vestir. Talvez ela comece muito antes, de maneira silenciosa, quando pessoas que nunca conversaram entre si começam a desejar expressar alguma coisa semelhante.

A passarela pode tornar essa conexão visível. A indústria pode transformá-la em produto. O consumidor pode reinterpretá-la dentro da própria realidade, e a sociedade pode transformar essas escolhas em novos comportamentos.

Porque talvez a moda não seja apenas aquilo que vestimos. Talvez seja também a maneira como, sem perceber, aprendemos a olhar uns para os outros.

E talvez seja justamente aí que esteja uma de suas maiores forças: não necessariamente em determinar o que todos devem usar, mas em revelar aquilo que, em determinado momento, muitos de nós começamos a desejar ao mesmo tempo.

Talvez uma tendência não seja apenas algo que alguém inventou.

Talvez, muitas vezes, ela seja algo que estava acontecendo silenciosamente — até que alguém finalmente percebeu.


Referências
NASA — National Aeronautics and Space Administration. Total Solar Eclipse on August 12, 2026. Informações sobre a trajetória e as regiões de visibilidade do eclipse. NASA — Total Solar Eclipse on August 12, 2026⁠
REUTERS. Total darkness, then sunset as full eclipse wows spectators in Spain. 12 ago. 2026. Relato sobre a mobilização de espectadores na Espanha e na Islândia e as reações coletivas durante o fenômeno. Reuters — Total darkness, then sunset as full eclipse wows spectators in Spain⁠
GOLDY, Sean P.; JONES, Nickolas M.; PIFF, Paul K. The Social Effects of an Awesome Solar Eclipse. Psychological Science, 2022. Estudo que analisou 2.891.611 usuários do Twitter durante o eclipse de 2017 e investigou relações entre a experiência de admiração e manifestações de coletividade, afiliação, humildade e comportamento pró-social. PubMed — The Social Effects of an Awesome Solar Eclipse⁠
SEILER, Johannes P.-H.; RUMPEL, Simon. Modeling fashion as an emergent collective behavior of bored individuals. Scientific Reports, 2023. Estudo que modelou a formação de tendências de cores como comportamento coletivo emergente e analisou como interações entre indivíduos podem produzir padrões de moda que mudam ao longo do tempo. Scientific Reports — Modeling fashion as an emergent collective behavior of bored individuals⁠
Nota editorial: as relações estabelecidas entre eclipse, comportamento coletivo, expressão visual, tendências, passarelas e ciclos da moda constituem a interpretação e o argumento autoral de Katarina Reis Teixeira. Os estudos são utilizados pontualmente para contextualizar fenômenos específicos, não para afirmar uma relação causal entre eclipses e tendências de moda.