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Setembro, o Ano-Novo Fashion

Por Katarina Reis Teixeira O mês em que a moda recomeça Existe uma particularidade no mês de setembro que sempre me chamou atenção. Oficialm...

Setembro, o Ano-Novo Fashion

Por Katarina Reis Teixeira

O mês em que a moda recomeça

Existe uma particularidade no mês de setembro que sempre me chamou atenção. Oficialmente, ele é apenas o nono mês do ano, mas, dentro da indústria da moda, carrega uma sensação de recomeço. É quando as principais Fashion Weeks voltam a movimentar o calendário internacional, as revistas apresentam suas grandes edições, as marcas lançam campanhas e coleções, e o mercado direciona sua atenção para aquilo que será relevante nos meses seguintes.

Por isso, prefiro pensar em setembro quase como o Ano-Novo da moda. Não porque tudo realmente comece naquele momento (há um trabalho contínuo acontecendo ao longo de todo o ano), mas porque é nesse período que as diferentes partes da indústria voltam a se encontrar em torno de uma mesma agenda.

Essa centralidade também foi construída pela própria imprensa de moda. A Vogue, por exemplo, trata historicamente sua edição de setembro como uma das mais importantes do ano. A edição costuma concentrar volume expressivo de publicidade, grandes produções editoriais, capas e conteúdos relacionados à nova temporada. Anna Wintour já explicou que parte dessa relevância está ligada ao próprio ciclo da moda no Hemisfério Norte, já que a chegada do outono permite produções visualmente mais elaboradas, mas existe também uma dimensão simbólica de renovação associada ao período. É esse duplo movimento, prático e simbólico, que ajuda a entender por que setembro deixou de ser apenas uma referência do calendário editorial e passou a integrar a própria cultura da moda.

Foto via Pinterest.com

Uma influência que não pede permissão

Considero relevante observar que persiste a ideia de que a moda seria uma esfera restrita a quem trabalha diretamente com ela. Quem não acompanha desfiles, revistas ou estilistas pode acreditar que está inteiramente à margem desse universo. Na prática, no entanto, a moda alcança essas pessoas mesmo quando elas não estão à sua procura.

Uma tendência apresentada em uma passarela pode ser reinterpretada por uma marca de varejo e reaparecer meses depois em uma vitrine. Uma modelagem específica pode passar a ser reproduzida por diferentes marcas. Uma cor pode circular por coleções, campanhas e editoriais até chegar ao comércio. Um sapato, uma bolsa ou uma peça podem se tornar comuns no cotidiano sem que quem os usa saiba de onde surgiu aquela referência.

É por isso que não localizo a influência da moda apenas naquilo que aparece na passarela. A passarela apresenta uma proposta, mas existe todo um processo de tradução entre o que a indústria propõe e aquilo que efetivamente chega às pessoas. É nesse intervalo que a moda se torna, de fato, cultura de massa.

Fashionista não é sinônimo de excesso

Essa lógica também vale para a maneira como entendemos o que significa gostar de moda. Há uma tendência de associar a pessoa fashionista a roupas extravagantes, produções elaboradas ou uma quantidade enorme de informação visual. Discordo dessa definição. É possível vestir-se de maneira bastante simples e, ainda assim, manter uma relação sofisticada com a moda, compreendendo proporções, materiais, cores, caimento e composição. Da mesma forma, uma produção chamativa não é necessariamente mais criativa: excesso e criatividade não são sinônimos.

Essa distinção importa porque a moda não deveria funcionar como obrigação de acompanhar tudo o que surge como tendência. Tendências podem servir de referência, podem incentivar alguém a experimentar uma peça diferente ou a reconsiderar o que já possui no guarda-roupa, mas não precisam determinar como uma pessoa deve se vestir.

A própria história da moda confirma esse ponto: grande parte do que surge como novidade é, na verdade, releitura. Uma silhueta de décadas atrás pode retornar com outra proporção; uma cor pode voltar a circular depois de anos; uma peça pode ser reconstruída em outro tecido ou usada de forma distinta. Muitas vezes, o que muda não é a existência da referência, mas a maneira como ela é interpretada.

O mapa das Fashion Weeks já não é o mesmo

É também por isso que considero as Fashion Weeks relevantes para além do espetáculo. Ao pensar no calendário internacional, o primeiro impulso costuma ser citar Nova York, Londres, Milão e Paris. Em setembro de 2026, a New York Fashion Week acontece de 10 a 15 de setembro, Milão de 22 a 28 e Paris de 28 de setembro a 6 de outubro.

Cada uma dessas cidades mantém uma relação distinta com a moda. Nova York tem ligação forte com a cultura urbana, com a diversidade e com uma indústria capaz de aproximar luxo, comércio e cotidiano. Londres carrega uma tradição mais experimental, associada à música, à arte e a diferentes movimentos culturais. Milão está profundamente ligada ao design, à indústria italiana e à tradição do luxo. Paris guarda importância histórica particular para a alta-costura e para a própria construção da ideia de luxo dentro da moda. Isso não significa que cada cidade se resuma a essas características, mas essas diferenças ajudam a entender por que uma Fashion Week também pode ser lida como expressão da cidade em que acontece.

Hoje, considero impossível falar de Fashion Weeks sem ampliar esse mapa. Seul e Tóquio têm desenvolvido presença cada vez mais relevante no calendário internacional, e a influência cultural asiática dentro da moda já não pode ser tratada como secundária. A Seoul Fashion Week de primavera/verão 2027 acontece entre 1º e 6 de setembro de 2026 e reúne desfiles, apresentações, experiências de consumo, transmissões digitais e ações voltadas ao público.

Copenhague também se consolidou como referência importante, sobretudo na relação entre moda e sustentabilidade. A Copenhagen Fashion Week de primavera/verão 2027 aconteceu entre 3 e 7 de agosto, antes do circuito tradicional de setembro, e mantém um sistema de requisitos de sustentabilidade para as marcas participantes, com critérios ligados aos impactos ambientais e sociais da produção. Incluir essas cidades importa porque, durante muito tempo, a autoridade sobre a moda internacional pareceu concentrada em apenas quatro lugares. A indústria mudou, e o mapa mudou com ela.

O Brasil também precisa integrar essa conversa, não para competir com Paris, Milão, Londres ou Nova York, mas para ser compreendido a partir de sua própria realidade cultural. São Paulo e Rio de Janeiro têm características próprias, assim como outras cidades brasileiras: o clima, a música, a arquitetura, a cultura popular, as desigualdades sociais e a maneira como as pessoas constroem sua imagem aparecem, de algum modo, na produção de moda local. Há ainda uma inversão significativa quando pensamos em setembro a partir daqui: enquanto o Hemisfério Norte entra no outono, nós chegamos à primavera. O mesmo mês representa, portanto, momentos distintos do calendário climático e comercial, a depender de onde se está. A moda é global, mas sua interpretação continua sendo local.

O poder editorial e a figura de Anna Wintour

Quando penso na importância de setembro, não consigo deixar de lado outra parte fundamental dessa construção: a imprensa de moda. Durante décadas, revistas especializadas exerceram papel central na definição daquilo que merecia atenção. Não se limitavam a mostrar roupas: escolhiam quais designers seriam apresentados ao público, quais tendências seriam discutidas, quais modelos seriam fotografados, quais celebridades ganhariam capas e quais narrativas seriam associadas a determinados nomes.

É nesse contexto que Anna Wintour se torna uma figura central. Não me parece correto tratá-la simplesmente como "a mulher que controla a moda", já que essa formulação reduz uma estrutura complexa a uma história sobre uma única pessoa, mas também seria um erro ignorar o poder editorial que ela acumulou ao longo de décadas. Como editora-chefe da Vogue americana, Wintour ocupou uma posição que permitia não apenas selecionar conteúdos, mas também contribuir para determinar quem receberia visibilidade dentro da indústria. Uma capa da Vogue pode ampliar a atenção sobre uma pessoa; uma coleção destacada por um grande veículo pode alcançar outro patamar de reconhecimento; um designer constantemente apresentado como relevante passa a ocupar espaço diferente no imaginário do mercado.

Foto via John Calabrese/WWD

Foto via Inez e Vinoodh para Elle/ Harley Weir para British Vogue

É nesse sentido que entendo o poder editorial de Anna Wintour: não apenas na capacidade de julgar se uma roupa é bonita, mas na possibilidade de organizar atenção, construir narrativas, aproximar pessoas e instituições e ajudar a definir quais nomes passam a integrar a conversa. Isso também explica a importância de setembro para a Vogue: a edição não é relevante apenas por seu tamanho ou pelo volume de anúncios, mas porque funciona como apresentação daquilo que a revista considera relevante para a temporada. Há ali uma seleção de imagens, nomes, tendências, campanhas e histórias que ajuda a estabelecer o tom do período: uma forma de curadoria.

Essa curadoria aparece com igual clareza no Met Gala. Anna Wintour assumiu a liderança do evento em 1995 e, com exceção de 1996 e 1998, seguiu atuando como co-chair das edições seguintes. Nesse período, o evento se transformou profundamente e passou a ocupar posição muito maior na cultura popular, aproximando moda, celebridades, arte, entretenimento, publicidade e mídia. O Met Gala mantém como objetivo formal a arrecadação de fundos para o Costume Institute do Metropolitan Museum of Art, mas sua dimensão cultural hoje ultrapassa amplamente essa função. A escolha de convidados, co-chairs, temas e designers envolvidos ajuda a construir quais pessoas e quais narrativas serão colocadas em evidência naquele momento.

É justamente aí que o papel de Wintour se torna mais interessante de analisar: ela não organiza apenas um evento, mas exerce uma capacidade institucional de decidir quem será celebrado e como determinada história será apresentada ao público. Isso não significa que tudo dependa exclusivamente dela, já que o Met Gala envolve uma instituição, uma equipe curatorial, patrocinadores, designers, celebridades e diversos profissionais, mas sua influência na construção do evento ao longo das últimas décadas é parte relevante dessa história. Falar de poder editorial, portanto, é falar dessa capacidade específica: não necessariamente criar algo do zero, mas ajudar a determinar o que será visto, discutido e lembrado.

Miranda Priestly e os limites da ficção

É por essa razão que a associação entre Anna Wintour e Miranda Priestly, de *O Diabo Veste Prada*, permanece tão interessante. O livro de Lauren Weisberger foi publicado em 2003, e a autora havia trabalhado como assistente de Anna Wintour na Vogue. Essa experiência ajuda a explicar a associação entre a editora e a personagem, mas exige uma ressalva importante: Miranda Priestly é ficção, não reprodução literal de Anna Wintour. A própria obra combina experiências e personagens diversos.

Essa distinção ganhou novos contornos em 2026, quando Meryl Streep voltou a falar sobre a construção da personagem. A atriz contou que pensou em Anna Wintour ao imaginar Miranda e buscou compreender o que significaria carregar a responsabilidade de comandar uma organização daquela dimensão; ao mesmo tempo, Wintour afirmou que Miranda é muito diferente dela. Considero essa distinção relevante porque, ao transformar Miranda em representação literal de Anna, perde-se a discussão mais rica: o que tornou Miranda reconhecível não foi a semelhança com uma pessoa específica, mas o fato de representar uma estrutura de poder que de fato existia e que, em alguma medida, ainda existe.

O primeiro filme foi lançado em 2006, época em que uma grande revista de moda ainda concentrava capacidade muito maior de atenção. Quase vinte anos depois, *O Diabo Veste Prada 2* chega a um cenário bastante diferente. Hoje, a atenção está dividida entre revistas, sites, redes sociais, influenciadores, criadores independentes, plataformas de vídeo e os próprios canais das marcas. Um designer pode construir audiência sem depender exclusivamente de uma publicação tradicional; uma tendência pode se espalhar pelo TikTok antes de chegar a uma revista; uma marca pequena pode alcançar milhões de pessoas diretamente. A própria Anna Wintour reconheceu essa transformação ao conversar com Meryl Streep sobre o funcionamento atual da indústria. Isso não significa que o poder editorial tenha desaparecido: ele passou a ser distribuído entre mais agentes. Revistas continuam relevantes, mas dividem espaço com plataformas, criadores, stylists, fotógrafos, influenciadores e as próprias marcas. E essa mudança faz com que as escolhas institucionais passem a ser observadas de outra maneira.

Foto via Vogue

Foto via Rebecca Greenfield for The Wall Street Journal

O caso Galliano e a responsabilidade institucional

É nesse quadro que o caso John Galliano se encaixa. Galliano é um dos estilistas mais importantes da moda contemporânea, com trajetória marcada por capacidade criativa reconhecida internacionalmente. Ao mesmo tempo, sua carreira ficou marcada pelos episódios de 2011, quando foi filmado fazendo declarações antissemitas e racistas em Paris. Nos anos seguintes, houve um processo de retorno profissional: Galliano voltou a ocupar posições importantes na indústria e seguiu sendo reconhecido por seu trabalho criativo.

Em anúncio recém-divulgado, no fim de agosto e início de setembro de 2026, o Metropolitan Museum of Art e John Galliano comunicaram que a exposição *John Galliano: Horizons*, prevista para maio de 2027, não seria realizada como planejado. O próprio Galliano afirmou, em comunicado, que continua responsável pela dor causada por suas palavras no passado, mencionando especificamente as comunidades judaica e asiática. Anna Wintour declarou apoio à decisão, afirmando considerá-la correta.

Não creio que esse episódio deva ser reduzido a uma discussão sobre "cancelamento". Há uma questão institucional mais ampla em jogo. Quando um museu decide dedicar uma grande exposição a determinado artista, não está apenas apresentando roupas: está construindo uma narrativa histórica sobre essa pessoa e comunicando ao público que aquele trabalho merece ocupar espaço na história da cultura. Por isso, discutir Galliano não exige negar a importância de sua obra para reconhecer que existe responsabilidade associada à forma como essa obra é apresentada. Tampouco creio que seja necessário reduzir uma pessoa a um único episódio: a questão é mais difícil justamente porque envolve alguém cuja contribuição criativa é muito relevante e cujo comportamento também produziu consequências graves. O que mudou é que instituições como museus, revistas e grandes empresas já não conseguem tomar decisões isoladas da reação pública. Existe uma audiência acompanhando, questionando e discutindo essas escolhas.

Contestação, trabalho e a questão do acesso

Essa relação entre moda e contestação também aparece nos protestos que ocorrem em torno das Fashion Weeks. A indústria já foi alvo de manifestações relacionadas às mudanças climáticas, às condições de trabalho, ao consumo excessivo, aos direitos dos animais e aos impactos ambientais da produção. Em Londres, por exemplo, o Extinction Rebellion realizou protestos durante a Fashion Week de 2019 justamente para chamar atenção ao impacto ambiental da indústria. Considero importante observar esses protestos sem romantizá-los nem demonizar automaticamente quem participa deles: interromper um desfile pode gerar atenção para uma causa, mas também pode prejudicar profissionais que trabalham naquele evento. Da mesma forma, não é possível ignorar as questões levantadas apenas porque surgem em um momento inconveniente para a indústria. A moda movimenta uma quantidade enorme de dinheiro e envolve uma cadeia extensa de profissionais. Por isso, é natural que exista cobrança sobre a forma como essa indústria produz, trabalha e se posiciona.

E, quando se fala de trabalho, existe uma parte da Fashion Week que costuma receber muito menos atenção do que as celebridades na primeira fila: modelos, estudantes, assistentes, stylists, fotógrafos, jornalistas, maquiadores, cabeleireiros, produtores, designers independentes, profissionais de comunicação e tantos outros que tornam possível levar uma coleção até a passarela e, depois, ao público. Existe um glamour evidente associado às Fashion Weeks, mas também uma estrutura profissional complexa por trás de cada apresentação. Para quem está começando, conseguir um primeiro trabalho, um estágio, um convite, um contato ou simplesmente a chance de apresentar seu portfólio pode ser mais decisivo do que aparecer em uma fotografia de street style.

Por isso, ao falar sobre o futuro da moda, é preciso falar também sobre acesso. Quem consegue entrar nessa indústria? Quem consegue estudar? Quem consegue viajar para acompanhar uma Fashion Week? Quem consegue produzir um portfólio? Quem tem contatos suficientes para uma primeira oportunidade? Quem consegue permanecer depois de entrar? A digitalização tornou algumas portas mais acessíveis, mas não eliminou essas desigualdades. Hoje é possível construir audiência sem depender inteiramente de uma revista ou de uma grande empresa, o que não significa que o acesso profissional tenha se tornado igual para todos.

Foto via Thê Pham/Pexels 

Foto via Giovanna P. Sola/Pexels 

O que setembro deveria nos fazer pensar

Talvez essa seja uma das questões que setembro deveria colocar em pauta. O mês concentra atenção nas grandes marcas, nos grandes desfiles, nos nomes que já possuem reconhecimento e nas pessoas que já ocupam posições consolidadas na indústria. Mas há uma geração inteira tentando encontrar espaço nesse mesmo sistema. Reduzir setembro ao mês das grandes coleções é deixar de lado parte importante dessa história: a moda também é feita por quem está começando, por quem ainda estuda, por quem busca o primeiro trabalho e por quem talvez ainda não tenha sido descoberto.

Por isso, para mim, setembro representa mais do que uma mudança de coleção ou uma sequência de Fashion Weeks: representa uma renovação da própria conversa sobre moda. E, se a indústria está sempre falando sobre novidade, essa novidade também deveria incluir novas pessoas, novas ideias e novas oportunidades.

No fim, a moda segue sendo uma indústria de criação, mas também é uma indústria de comunicação, trabalho, dinheiro, cultura e poder. Setembro apenas torna tudo isso mais visível, porque concentra, em poucas semanas, uma parte enorme da atenção normalmente distribuída ao longo do restante do ano. Talvez seja justamente por isso que continuo entendendo setembro como o mês em que a moda recomeça: não porque tudo começa ali, mas porque é quando a indústria volta a se apresentar, reorganiza suas prioridades e recomeça a decidir quais histórias, pessoas e ideias ocuparão o centro da conversa.

E talvez a pergunta mais interessante seja, justamente, quem terá a oportunidade de participar dessa próxima temporada.


Referências:

  1. CFDA. *View the Preliminary September 2026 Official NYFW Schedule*. cfda.com
  2. CNMI / La Forma. *Milan Fashion Week September 2026 Schedule*. laforma.club
  3. FHCM. *Upcoming Seasons and Previous Editions — Paris Fashion Week*. fhcm.paris
  4. The Korea Herald. *What's new at 2027 spring-summer Seoul Fashion Week?*. koreaherald.com
  5. Copenhagen Fashion Week. *About CPHFW*. copenhagenfashionweek.com
  6. The Metropolitan Museum of Art. *The Costume Institute*. metmuseum.org
  7. NPR. *Amid backlash, museum cancels planned Met Gala exhibit on fashion designer John Galliano*. npr.org
  8. The Irish Times. *Met Gala exhibition honouring John Galliano cancelled after backlash*. irishtimes.com
  9. Vogue Philippines. *Meryl Streep, Anna Wintour May 2026 Cover Interview*. vogue.ph
  10. Yahoo/Footwear News. *Climate Change Activist Group 'Extinction Rebellion' Stages Protests at London Fashion Week*. news.yahoo.com