Por Katarina Reis Teixeira
De Frente Para O Espelho
Passei esses dias na bad por algumas situações. Como de costume, evitei ao máximo dramatizar e incomodar quem já tem seus próprios problemas. Mas, no meio desse silêncio, percebi uma coisa: ter alguém disposto a ouvir ainda é um dos maiores privilégios da vida.
Aprendi também que sempre vão existir pessoas que simplesmente não vão gostar de você. E, para isso, nem sempre é preciso um motivo. Hoje, basta rolar a timeline e passar o dedo para o lado. A facilidade dessa troca tornou as pessoas facilmente substituíveis e, por isso, repelir outro ser humano já não parece ser algo tão “ruim”.
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| Foto via Reel Mayer (Pexels) |
Ou seja, falhava… Exigia o que eu mesma não praticava. Hipocrisia, não é mesmo?
Nasceu ser humano, pensa e fala como tal. A perfeição não é uma obrigação; a busca por ela já basta durante o ciclo da vida.
Perceba como ser compreensivo com o próximo pode trazer conforto para ambos. Não minta para agradar; reveja a forma como fala. Não ignore o que não é sobre você. Deixe as pessoas confiarem em você desta vez.
Ainda tenho muito a aprender e desenvolver. Provavelmente, depois deste post, vou ter muito para contar.
O Harvard Study of Adult Development, considerado o estudo mais longo sobre felicidade já realizado, concluiu que a qualidade dos relacionamentos é um dos fatores que mais contribuem para a saúde, o bem-estar e a longevidade.
Atualmente, construir vínculos reais e adaptáveis tornou-se o ponto principal do meu desenvolvimento pessoal.
“Quando precisar conversar, não guarde tudo para si. Permita-se falar. E, se sentir que não tem ninguém por perto, me procure. Vou parar o que estiver fazendo para te ouvir. Todo mundo merece ser ouvido. Às vezes, tudo o que a gente precisa é de alguém que escute de verdade.” (De eu para eu mesmo).

