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Victoria’s Secret: O Que Existe Por Trás Das Asas?

Por Katarina Reis Teixeira Entre padrões de beleza, denúncias e a relação de Jeffrey Epstein com figuras ligadas à marca, a história da Vict...

 Victoria’s Secret: O Que Existe Por Trás Das Asas?

Por Katarina Reis Teixeira

Entre padrões de beleza, denúncias e a relação de Jeffrey Epstein com figuras ligadas à marca, a história da Victoria’s Secret revela contradições que vão além da passarela.

Foto via gettyimages

No dia 18 de outubro de 2026, a Victoria’s Secret volta a reunir modelos, artistas e espectadores em torno de um dos desfiles mais conhecidos da indústria da moda. A apresentação acontece em Los Angeles, com transmissão ao vivo pelo YouTube e pelas redes sociais da marca. A proposta continua sendo unir lingerie, música, cenografia e entretenimento, uma fórmula que transformou o desfile em um fenômeno cultural durante os anos 2000.

Mas, quando falamos da Victoria’s Secret, é difícil olhar apenas para as asas, os cenários grandiosos e as apresentações musicais. Ao longo dos anos, a marca também passou a integrar discussões sobre padrões de beleza, representatividade, poder e a maneira como a indústria da moda se relaciona com as mulheres.

Sempre enxerguei o desfile como uma grande produção, com uma identidade visual reconhecível e a capacidade de transformar uma apresentação comercial em espetáculo. Ao mesmo tempo, admirar uma produção não significa ignorar as questões que surgiram ao redor dela. Para entender essa história, vale voltar ao início e observar como a marca construiu sua imagem, além dos motivos que levaram essa imagem a ser questionada.

De onde veio a Victoria’s Secret?

A Victoria’s Secret foi fundada em 1977, nos Estados Unidos, por Roy Raymond e sua esposa, Gaye Raymond. A proposta inicial era criar uma loja de lingerie em que homens se sentissem mais confortáveis para comprar peças íntimas para suas parceiras. A ideia surgiu da percepção de que esse tipo de compra poderia ser constrangedor em lojas tradicionais.

O nome também fazia parte dessa construção. A referência à rainha Vitória, do Reino Unido, evocava uma imagem de elegância e tradição, enquanto a palavra Secret, que significa “segredo” em inglês, sugeria intimidade. A combinação ajudava a posicionar a lingerie como um produto associado à sofisticação e à sensualidade.

Em 1982, Raymond vendeu a empresa para Leslie Wexner, empresário responsável pela expansão do negócio. Sob sua gestão, a Victoria’s Secret cresceu e consolidou uma identidade comercial que aproximava lingerie, fantasia e desejo. A marca deixou de ser apenas uma rede de lojas e passou a ocupar um espaço importante na cultura popular.

Essa estratégia ganhou uma dimensão ainda maior com o desfile anual, iniciado em 1995. Nos anos seguintes, a apresentação se transformou em um dos eventos mais aguardados da moda e do entretenimento, reunindo modelos, músicos e grandes produções visuais.

Foto via thesun.com

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As Angels e a construção de um ideal de beleza

Durante o auge da marca, as Angels, modelos selecionadas para representar a Victoria’s Secret, tornaram-se figuras centrais de sua identidade. Nomes como Gisele Bündchen, Adriana Lima e Alessandra Ambrosio ajudaram a transformar o desfile em um acontecimento internacional.

As asas, as lingeries elaboradas, os cenários e as apresentações musicais faziam parte de uma linguagem visual facilmente reconhecível. A passarela era pensada para ser mais do que uma apresentação de roupas: era um espetáculo, com direção artística, iluminação, coreografia e uma narrativa própria.

Entretanto, a imagem construída pela marca também passou a ser questionada. Durante muitos anos, o desfile privilegiou um padrão corporal bastante específico, com modelos predominantemente magras e altas, dentro de uma concepção restrita de beleza. Em uma indústria que influencia o consumo e a percepção que as pessoas têm do próprio corpo, essa escolha não era apenas estética. Ela também comunicava quem a marca considerava representativo de seu público.

A discussão ganhou força à medida que outras marcas começaram a ampliar a diversidade de corpos, idades e identidades em suas campanhas. A Victoria’s Secret, por sua vez, passou a ser criticada por não acompanhar essas mudanças com a mesma velocidade.

Em novembro de 2018, Ed Razek, então uma das principais figuras por trás do desfile, concedeu uma entrevista à Vogue na qual rejeitou a inclusão de modelos trans na apresentação. Ao ser questionado sobre o assunto, respondeu negativamente e justificou sua posição dizendo que o desfile era uma “fantasia”. Também fez comentários sobre modelos plus size que provocaram críticas.

Em 10 de novembro, Razek divulgou um pedido de desculpas, reconhecendo que suas palavras sobre modelos trans haviam soado insensíveis. Afirmou que a marca poderia contratar uma modelo trans e disse que candidatas já haviam participado de castings, embora não tivessem sido selecionadas.

A retratação não encerrou o debate. As declarações passaram a representar, para muitos críticos, a dificuldade da Victoria’s Secret em reconhecer que o público e as expectativas em torno da representação feminina estavam mudando.

O problema não estava simplesmente na existência de um ideal estético. Marcas de moda trabalham com conceitos, imagens e propostas visuais. A questão era até que ponto uma empresa com tamanha influência poderia continuar apresentando uma única imagem de sensualidade como se ela fosse universal.

Foto via vogue.com

O que levou ao fim do desfile em 2019?

O desfile de 2018 foi o último antes de uma interrupção que se tornou um marco na história da Victoria’s Secret. Em novembro de 2019, a empresa confirmou que não realizaria a apresentação naquele ano.

A decisão aconteceu em um período de dificuldades comerciais, queda de audiência e críticas crescentes à imagem da marca. A discussão sobre diversidade também havia ganhado espaço, enquanto consumidores questionavam a distância entre a representação tradicional da Victoria’s Secret e as mudanças culturais em curso.

A interrupção também foi discutida à luz das controvérsias envolvendo figuras ligadas à empresa. Entre elas estava Jeffrey Epstein, cuja relação com Leslie Wexner e com pessoas do universo da marca passou a receber ainda mais atenção pública após as investigações sobre seus crimes sexuais.

É preciso, porém, separar os acontecimentos. Não há base suficiente para afirmar que o desfile foi cancelado exclusivamente por causa de Epstein. A decisão ocorreu em meio a uma combinação de fatores comerciais, culturais e reputacionais. A controvérsia envolvendo o financista faz parte desse contexto, mas não explica sozinha o encerramento do formato naquele momento.

A ausência do desfile também mostrou que a força de uma marca não depende apenas de sua história. Mesmo uma apresentação que durante anos mobilizou grandes audiências pode perder relevância quando a empresa não consegue responder às transformações do mercado e às expectativas do público.

Foto via adweek

Jeffrey Epstein, Leslie Wexner e a relação com a marca

Para compreender por que o nome de Epstein passou a aparecer em discussões sobre a Victoria’s Secret, é necessário entender sua relação com Leslie Wexner, empresário que esteve à frente da empresa controladora da marca.

Epstein atuou como consultor financeiro de Wexner e recebeu amplos poderes para administrar seus assuntos financeiros. A relação entre os dois foi próxima, tanto profissional quanto financeiramente. Essa proximidade se tornou particularmente relevante após as investigações sobre Epstein, condenado em 2008 por crimes sexuais na Flórida e acusado, em um processo federal de 2019, de tráfico sexual de menores. Ele morreu na prisão em agosto daquele ano, antes de ser julgado pelas acusações federais.

Reportagens do The New York Times descreveram como Epstein utilizava sua associação com Wexner e com a Victoria’s Secret para construir credibilidade e se apresentar como alguém capaz de recrutar modelos. Os relatos levantaram questionamentos sobre o acesso que ele teve ao universo da marca e sobre o que pessoas ligadas à empresa sabiam a respeito de sua atuação.

Em fevereiro de 2026, Wexner prestou depoimento à Comissão de Supervisão da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos. Em sua declaração, afirmou ter sido enganado por Epstein, a quem descreveu como um vigarista. Negou ter presenciado ou conhecido os crimes cometidos por ele e disse que a relação havia sido encerrada em 2007. Segundo Wexner, Epstein deixou sua vida de forma “permanente e irrevogável”.

A versão do empresário, porém, não encerrou os questionamentos. Após o depoimento, parlamentares democratas demonstraram ceticismo em relação às respostas apresentadas e afirmaram que ainda havia perguntas sem resposta sobre a extensão da relação entre os dois. Reportagens também destacaram que Wexner concedeu a Epstein amplos poderes financeiros e que documentos levantaram dúvidas sobre como o rompimento entre eles ocorreu.

Outro ponto mencionado em reportagens sobre os arquivos do caso foi a existência de um documento do FBI de 2019 que identificava Wexner como possível coconspirador no contexto da investigação sobre Epstein. Essa referência precisa ser interpretada com cuidado: a menção em um documento investigativo não equivale, por si só, a uma acusação formal nem comprova participação em crimes. Wexner nega conhecimento ou envolvimento nos abusos.

Foto via nbcnews

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Foto via gettyimage, 8/julho/19

O que se pode afirmar é que a relação financeira e profissional entre os dois foi significativa e que Epstein teve acesso a uma rede de influência que incluía o empresário. A proximidade entre eles não é prova automática de participação criminosa, assim como as negativas de Wexner não eliminam a necessidade de examinar os documentos, os depoimentos e as perguntas que continuam em aberto.

Essa distinção é fundamental para compreender a história sem simplificá-la. Existem fatos documentados, relatos de mulheres, suspeitas registradas em documentos investigativos e declarações dos envolvidos. Cada elemento precisa ser apresentado de acordo com aquilo que efetivamente permite concluir.

Os relatos de Andi Muise e Alicia Arden

A relação entre a Victoria’s Secret, o recrutamento de modelos e as pessoas que circulavam em seu entorno também foi abordada em reportagens sobre mulheres que relataram abordagens abusivas.

Em fevereiro de 2020, o The New York Times publicou uma investigação sobre a cultura interna da marca e as acusações dirigidas a Ed Razek, uma das figuras mais influentes na construção do desfile.

Entre os relatos estava o da modelo Andi Muise. Segundo a reportagem, em 2007, quando tinha 19 anos e já havia desfilado com as asas da Victoria’s Secret por dois anos, Muise foi convidada por Razek para jantar. De acordo com seu relato, ele a buscou em um carro com motorista e tentou beijá-la durante o trajeto, insistindo depois que ela recusou.

A reportagem também descreveu e-mails íntimos enviados por Razek nos meses seguintes. Neles, ele teria sugerido que os dois morassem juntos em propriedades no Caribe. Muise afirmou que evitou um jantar na casa dele porque se sentia desconfortável com a ideia de ficar sozinha com ele.

Pouco depois, ela soube que não havia sido selecionada para o desfile de 2008, a primeira vez em quatro anos que ficava de fora. A sequência dos acontecimentos levantou questionamentos, mas não comprova que a decisão de não selecioná-la tenha sido uma retaliação. Razek negou as acusações, classificando-as como falsas, distorcidas ou retiradas de contexto.

Outro episódio foi relatado por Alicia Arden e publicado pelo The New York Times em julho de 2019. Segundo a reportagem, em maio de 1997, Arden, então com 27 anos, foi apresentada a um homem que se identificou como caça-talentos da Victoria’s Secret. Ele a convidou para um quarto de hotel em Santa Monica, na Califórnia, sob o pretexto de realizar um teste para o catálogo da marca.

Arden afirmou que o homem a agarrou, tentou despi-la e disse que queria “manhandle”, expressão que, naquele contexto, indicava tratá-la de maneira física e agressiva. Ela relatou ter fugido chorando. A reportagem identificou o homem como Jeffrey Epstein.

O mesmo texto informou que, em meados da década de 1990, dois executivos haviam descoberto que Epstein se apresentava como recrutador de modelos para a Victoria’s Secret e que Wexner havia sido alertado. O jornal observou, entretanto, que não estava claro quais medidas Wexner teria tomado em resposta.

Esses relatos ajudam a compreender as preocupações levantadas sobre o ambiente ao redor da marca e o uso de sua reputação por pessoas que buscavam acesso a modelos. Ao apresentá-los, é necessário preservar a atribuição das declarações e distinguir o que foi relatado pelas mulheres do que foi comprovado de forma independente.

Foto via gettyimages/wwd

O retorno e a tentativa de reconstruir a imagem

Depois da interrupção, a Victoria’s Secret passou a rever sua comunicação e a maneira como se apresentava ao público. Em 2023, lançou The Tour ’23, uma produção que buscava aproximar moda, arte e diferentes perspectivas criativas. Em 2024, o desfile voltou ao formato de passarela, acompanhado por apresentações musicais e uma proposta visual que recuperava elementos conhecidos da marca.

O retorno não significou que as críticas anteriores tivessem desaparecido. A empresa precisava demonstrar que a ampliação da representação feminina não seria apenas uma mudança pontual de elenco ou uma estratégia de comunicação.

A discussão sobre diversidade na moda não se resolve com a presença de algumas modelos em uma apresentação. Ela envolve decisões de casting, campanhas, produtos, tamanhos disponíveis e a forma como a empresa constrói sua relação com consumidoras de diferentes realidades.

Ao mesmo tempo, o desfile continua sendo um produto de entretenimento. Sua identidade depende de uma direção artística reconhecível, de figurinos, música e uma produção capaz de criar expectativa. O desafio está em manter essa linguagem sem tratar um único padrão corporal como sinônimo de sensualidade.

Foto via genteenegocios.com.br

Foto via gettyimages

As brasileiras e a edição de 2025

A presença de modelos brasileiras continua sendo parte importante da história da Victoria’s Secret. Gisele Bündchen, Adriana Lima e Alessandra Ambrosio ajudaram a consolidar a projeção internacional do desfile e se tornaram nomes associados à identidade da marca.

Na edição de 2025, brasileiras como Adriana Lima, Alessandra Ambrosio, Daiane Sodré e Gabriela Moura estiveram entre os destaques da passarela. O evento também reuniu apresentações musicais de artistas como TWICE, Madison Beer, Karol G e Missy Elliott.

A participação de modelos de diferentes trajetórias mostra a permanência da influência brasileira na moda internacional. Ainda assim, a representatividade não deve ser avaliada apenas pela nacionalidade das modelos ou pelo número de participantes. Também importa observar quais corpos, identidades e histórias recebem espaço e visibilidade.

Foto viaatse1.explicit.bing.net

Foto via gettyimages

O que esperar do desfile de 2026?

A edição de 2026 está marcada para domingo, 18 de outubro, em Los Angeles. A programação divulgada pela marca reúne modelos conhecidas do público e nomes de diferentes áreas da música, mantendo a proposta de transformar a passarela em um evento de entretenimento.

Entre as modelos anunciadas estão Gigi Hadid, Alex Consani, Paloma Elsesser e Abby Champion. A programação musical inclui KATSEYE, Megan Moroney, Megan Thee Stallion e Tate McRae. A apresentação será transmitida ao vivo pelo YouTube e pelas redes sociais da marca, a partir das 16h30 no horário de Los Angeles, 20h30 no horário de Brasília.

O interesse pelo desfile continua ligado à capacidade da Victoria’s Secret de criar um universo visual próprio. Há expectativa em torno dos figurinos, da direção artística e da maneira como as apresentações musicais se integram à passarela. Para quem acompanha moda, é também uma oportunidade de observar como uma marca histórica tenta se reposicionar diante de um público que já não responde necessariamente às mesmas referências de duas décadas atrás.

Mas a edição de 2026 também chega acompanhada de uma história que não pode ser separada de suas controvérsias. O retorno da marca ao centro da conversa cultural não apaga as críticas sobre padrões de beleza, os relatos de mulheres publicados pela imprensa nem os questionamentos sobre as conexões de figuras importantes de seu entorno.

Foto via gettyimages

Foto via rova.nz

Afinal, o que existe por trás das asas?

A Victoria’s Secret construiu um dos espetáculos mais reconhecíveis da moda contemporânea. Durante anos, suas Angels, suas asas e suas apresentações musicais ajudaram a definir uma imagem específica de sensualidade e transformaram o desfile em um acontecimento global.

Ao mesmo tempo, a trajetória da marca mostra como uma identidade comercial pode entrar em conflito com as mudanças culturais e com questionamentos sobre o poder exercido por pessoas que ocupam posições de influência. A relação entre Leslie Wexner e Jeffrey Epstein, os relatos de mulheres publicados pela imprensa e as declarações de Ed Razek fazem parte dessa história, embora cada episódio exija uma análise cuidadosa e não permita conclusões além das evidências disponíveis.

Não vejo necessidade de reduzir essa trajetória a uma escolha entre admirar ou condenar o desfile. É possível reconhecer a dimensão artística e comercial da produção e, ao mesmo tempo, examinar criticamente as estruturas que ajudaram a construí-la. Uma coisa não anula a outra.

Talvez essa seja a questão mais interessante por trás das asas: não apenas como a Victoria’s Secret conseguiu transformar lingerie em espetáculo, mas como uma marca tão influente responde quando a imagem que construiu deixa de representar as expectativas de parte de seu público.

O desfile continua. A pergunta é se a transformação da marca será capaz de ir além da passarela.


Referências

  • FABRY, Merrill. “The History Behind the ‘Victoria’ in Victoria’s Secret”. TIME, 8 dez. 2015. https://time.com/4140242/victorias-secret-fashion-show-history/
  • ODELL, Amy. “Victoria’s Secret Created an Impossible Ideal of Sexy. Now It’s Struggling to Stay Relevant”. TIME, 29 nov. 2018. https://time.com/5466486/victorias-secret-2/
  • Vogue. “‘We’re Nobody’s Third Love, We’re Their First Love’—The Architects of the Victoria’s Secret Fashion Show Are Still Banking on Bombshells”. 8 nov. 2018. https://www.vogue.com/article/victorias-secret-ed-razek-monica-mitro-interview
  • The Drum. “Victoria’s Secret CMO apologises for ‘insensitive’ comments on transgender models”. 12 nov. 2018. https://www.thedrum.com/news/victoria-s-secret-cmo-apologises-insensitive-comments-transgender-models
  • ABC News. “Victoria’s Secret cancels world-famous fashion show”. 2019. https://abcnews.com/GMA/Culture/victorias-secret-cancels-world-famous-fashion-show/story?id=67211259
  • The New York Times. “How Jeffrey Epstein Used the Billionaire Behind Victoria’s Secret for Wealth and Women”. 25 jul. 2019. https://www.nytimes.com/2019/07/25/business/jeffrey-epstein-wexner-victorias-secret.html
  • The New York Times. “‘Angels’ in Hell: The Culture of Misogyny Inside Victoria’s Secret”. 1 fev. 2020. https://www.nytimes.com/2020/02/01/business/victorias-secret-razek-harassment.html
  • ABC News. “Leslie Wexner, in deposition, claims he had no knowledge of Epstein’s criminal activity”. 18 fev. 2026. https://abcnews.com/US/house-oversight-committee-set-depose-former-epstein-associate/story?id=130242950
  • Associated Press. “Billionaire Les Wexner says he was ‘duped’ by adviser Jeffrey Epstein, ‘a world-class con man’”. fev. 2026. https://apnews.com/article/733833f6d648c09e6b3473eb1cd4009d
  • U.S. House Committee on Oversight and Government Reform. “Oversight Committee Releases Les Wexner Deposition Video”. 19 fev. 2026. https://oversight.house.gov/release/oversight-committee-releases-les-wexner-deposition-video/
  • Victoria’s Secret. Página oficial do desfile de 2026. https://www.victoriassecret.com/us/vs/vsinsider/fashionshow
  • YouTube Official Blog. “How to watch, shop, & engage with the 2026 Victoria’s Secret Fashion Show”. 30 set. 2026. https://blog.youtube/culture-and-trends/watch-victorias-secret-fashion-show-2026-youtube/
  • CNN Brasil. “Victoria’s Secret Fashion Show 2025: veja brasileiras desfilando no evento”. https://www.cnnbrasil.com.br/style/moda/victorias-secret-fashion-show-2025-veja-brasileiras-desfilando-no-evento/